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Ibovespa renova máximas e atinge 142 mil pontos por 1ª vez: o que anima o mercado?

O Ibovespa operava em alta firme na negociação desta quinta-feira, 28, e já renovava seu recorde histórico nominal ao superar os 141.563 pontos da marca anterior. O índice, inclusive, chegou a superar os 142 mil pontos no intraday, a 142.138 pontos.

Às 11h47 (horário de Brasília), o Ibovespa saltava 1,9%, a 141.854 pontos.

Profissionais do mercado de ações afirmam que o apetite por risco é resultado da combinação de fatores essencialmente internos, como a expectativa de início do afrouxamento monetário nos Estados Unidos já em setembro e também no Brasil, com algumas apostas apontando para dezembro.

Analistas do mercado financeiro também citam a boa receptividade à pesquisa Atlas indicando vantagem na intenção de voto à Presidência da República para o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) sobre o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

 

Falas de autoridades no Brasil também estão no radar

Alison Correia, analista de investimentos e sócio-fundador da Dom Investimentos, afirma que os recentes dados de inflação e atividade reforçam a percepção de que os juros no Brasil devem começar a cair no início de 2026 ou até mesmo em dezembro deste ano, o que aumenta a atratividade dos investimentos em renda variável. E a antecipação do cenário eleitoral, afirma, também reflete no humor do mercado.

“Com as recentes pesquisas, o mercado já tem praticamente como certo que Tarcísio será o principal candidato da direita, e ele é o favorito do mercado”, afirma o profissional. “Se observarmos o contexto todo, os fatores positivos se sobrepõem às incertezas quanto as tarifas dos Estados Unidos”, diz.

“Isso motivou o mercado… é o rali da eleição começando”, afirmou. “Toda a pesquisa que o governador Tarcísio aparecer na frente, o mercado deve responder aí com uma alta, já que ele se tornar presidente tende a fazer uma política econômica mais próxima do que o mercado deseja.”

Para Kevin Oliveira, sócio e advisor da Blue3, Os dados do mercado americano também reforçam o cenário mais favorável à tomada de risco. “Os números de hoje vieram positivos, pois mostram que a economia dos EUA está longe da recessão técnica, com o PIB vindo inclusive um pouco acima do esperado“, afirma ele, justificando o bom momento no mercado americano, que dá como praticamente certo o início dos cortes de juros em setembro.

Alison Correia, analista de investimentos e co-fundador da Dom Investimentos, aponta que os dados inflacionários com o IPCA-15 nesta semana (apesar de algumas surpresas com pressão de preços, mas ainda com deflação) também ajudam a animar o Ibovespa por conta da perspectiva de baixa de juros por aqui, ainda que mais para frente.

“Um segundo ponto é que estamos próximos das eleições e Tarcísio é a grande aposta do mercado”, reforça.

Outro fator são os novos recordes nas bolsas americanas. “O mercado se estressou um pouco com a demissão da Lisa Cook, mas depois as bolsas já voltaram a subir. Isso porque ficou claro que o banco central americano vai continuar com sua independência, até porque a Lisa deixou bem claro que não aceita a demissão, já que o Fed é uma instituição independente”, avalia.

Para Correia, a tendência é bem positiva para os próximos meses por conta dos dados de inflação e pelo próprio corte iminente de juros nos EUA em setembro, que irá trazer capital estrangeiro aqui para o Brasil. “De toda forma, o julgamento do Bolsonaro se aproxima e, dependendo da sentença, não duvido de ter alguma sanção dos EUA em relação a isso. Essa é uma questão de atenção para olharmos com uma lupa e que pode mexer um pouco com os preços também”, avalia.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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